Avaliação da atuação do Governo Federal em diversas áreas
A pesquisa Ipsos-Ipec, realizada com 2000 pessoas em todo território nacional entre os dias 5 e 9 de março, aponta um cenário de estabilidade na percepção
dos brasileiros sobre a atuação do governo no início de 2026. Contudo, sua atuação é percebida de forma mais negativa do que positiva em todas as nove
áreas avaliadas.
O único movimento expressivo é a queda de 5 pontos percentuais na avaliação regular do combate ao desemprego, de 28% para 23%, indicando uma migração
de opiniões para os extremos.
As áreas econômicas continuam sendo o principal ponto de atenção para o governo, mas com índices estáveis em relação à última pesquisa. O controle de
gastos públicos (51% de ruim/péssimo) e o combate à inflação (50%) se mantêm como as pautas com pior avaliação, seguida pela segurança pública (49%).
Por outro lado, ainda que a avaliação ruim ou péssima seja majoritária, a educação se destaca com 36% de avaliação positiva, seguido pelo combate à
fome e à pobreza, com 35%.
“A avaliação das áreas mostra os principais desafios do governo na percepção da opinião pública. A pauta econômica, como inflação e gastos públicos, segue com mais da metade da população avaliando negativamente a atuação. A área da segurança pública (hoje a principal preocupação do brasileiro) vem logo em seguida. Por outro lado, áreas como Educação e Combate à Fome mantêm-se como ativos importantes, mesmo com saldos negativos.”, declara Márcia Cavallari, head da Ipsos-Ipec”.
Avaliação do governo Lula por áreas
- A educação segue como a área mais bem avaliada do governo, mas com números estáveis. A avaliação ótimo/bom permanece em 36% nas duas últimas rodadas. Já a avaliação ruim/péssima oscila levemente (de 36% para 38% na pesquisa atual), mantendo um cenário de opiniões divididas, mas sem grandes mudanças.
- O combate à fome e à pobreza registra a tendência mais positiva. A avaliação positiva oscila positivamente 4 pontos percentuais (de 31% para 35%), enquanto a medida ruim/péssima fica estável em 41%. A recuo na avaliação regular (de 26% em dezembro para agora 22%) sugere uma migração de parte da população para uma visão mais favorável.
- O combate ao desemprego é a única área com um movimento mais expressivo. A avaliação regular recua 5 pontos (de 28% para 23%). Esse
grupo acaba migrando para os extremos: a avaliação negativa (ruim/péssimo) vai de 40% para 43%, enquanto a positiva (ótimo/bom) passa de 29% para 31%, sinalizando uma polarização no tema.
- A atuação do governo na área do meio ambiente mostra estabilidade: a avaliação positiva oscila de 27% em dezembro para 28% agora em março, ao passo que a regular vai de 29% para 27% e a negativa permanece em 39%, no mesmo período. Portanto, não apresentam alterações estatisticamente relevantes em relação ao levantamento anterior, indicando um quadro de opinião consolidado.
- O desempenho do governo na área da saúde segue estável, mas predominantemente negativo. A avaliação ruim ou péssima continua alta, em 46% (contra 45% em dezembro), a avaliação ótima ou boa segue, mais uma vez, 28%, e a regular, varia de 27%para 24%.
- Na área da política externa/ relação do governo com outros países a avaliação ruim ou péssima oscila de 39% para 43% em março, enquanto a ótima ou boa fica estável, em 27%. A avaliação regular passa de 25% para 21%, indicando que, talvez, parte dos brasileiros tenha passado a ter uma visão mais crítica das relações internacionais do governo no período.
- A avaliação da segurança pública continua estável, porém crítica. A avaliação negativa oscila de 47%, em dezembro, para 49% na pesquisa atual, enquanto a positiva vai de 24% para 25%. A área continua sendo uma das piores avaliações do governo, sem sinais de melhora na percepção popular.
- A percepção negativa sobre o combate à inflação se consolida como um dos maiores desafios do governo. Metade da população (50%) avalia negativametne a atuação na área, ante 48% em dezembro. A avaliação positiva vai de 22% para 23% agora, e a regular passa de 25% para 22% em março, demonstrando que o criticismo sobre o controle de preços não sofre alteração significativa.
- Por fim, a atuação do governo no controle e corte de gastos públicos continua sendo o tema com pior avaliação. A reprovação atinge 51% (ante 50% em dezembro), a aprovação vai de 19% para 20%, enquanto a regular passa de 24% em dezembro, para 22% em março deste ano. A política fiscal do governo segue com alta rejeição e sem sinal de melhora na percepção pública.
Faça o download abaixo e confira a pesquisa completa.