Na opinião dos brasileiros, mulheres devem ter filho aos 30 anos e após 40 anos se tornam “velha demais” para ser mães
Idade ideal para ter filhos, casar, comprar o primeiro imóvel, fazer um curso de graduação e desempenhar funções no mercado de trabalho estão entre as informações investigadas pela pesquisa “Attitudes to Ageing 2025”
Para os brasileiros e outras populações que fazem parte de uma nova pesquisa da Ipsos com 32 países, a idade ideal para uma mulher ter um bebê é aos 30 anos. No caso dos homens, a média global é aos 31 anos e, no Brasil, aos 33 anos. A diferença entre mulheres e homens aumenta quando a pergunta é quando alguém é considerado “muito velho” para ter um bebê: a maioria aponta para a faixa etária de 40 aos 44 anos (20%) para mães e, para os pais, a partir dos 50 anos (27%).
As questões sobre eventos marcantes da vida, como quando ter um filho ou entrar na universidade, estão na pesquisa “Attitudes to Ageing 2025”, da Ipsos, que ouviu 23.745 indivíduos de 32 países com o objetivo de entender suas percepções sobre o envelhecimento da população.
Segundo a média global, a idade ideal para se casar ou entrar em uma união estável é aos 28 anos (29 anos para brasileiros); iniciar um curso de graduação na universidade é aos 21 anos (23 anos para brasileiros) e comprar o primeiro imóvel seria aos 30 anos (29 anos para brasileiros).
São considerados “velhos demais” para casar pessoas com 45 anos (aos 49 anos no Brasil); começar um curso de graduação aos 38 anos (aos 45 anos no Brasil) e comprar o primeiro imóvel aos 47 anos (os brasileiros acompanham a média global).
No entanto, para a maioria dos entrevistados, não há idade limite de idade para casar-se (62% global e 54% no Brasil), iniciar um curso na universidade (54% global e 51% no Brasil) ou comprar a primeira casa (47% global e 43% no Brasil).
Idade x carreiras e cargos
A Organização das Nações Unidas (ONU) prevê que, até 2030, 1 em cada 6 pessoas terá 60 anos ou mais. Com a diminuição de pessoas mais jovens no mercado de trabalho, a pesquisa também buscou compreender a percepção sobre a idade ideal quando relacionada a alguns cargos.
De acordo com a média global, 42 anos é a idade mínima para ser líder do país; no Brasil, essa média é aos 39 anos. No entanto, em 16 países o líder atual é mais velho do que os entrevistados consideram que uma pessoa se torna velha demais para desempenhar adequadamente o cargo – os presidentes Luís Inácio Lula da Silva e Donald Trump, ambos com 79 anos, estão acima do que as pessoas em seus respectivos países consideram a idade máxima ideal – 57 e 67 anos respectivamente.
Para se tornar CEO: a média é 37 anos. Coreia do Sul (42 anos) e Turquia (40 anos) têm as idades mínimas mais alta, e França e Índia a mais baixa (33 anos). O Brasil considera 36 anos a idade mínima.
Piloto de avião: média de 31 anos. Coreia do Sul (33 anos) e Turquia (32 anos); Grã-Bretanha (29 anos) e Holanda (28 anos). No Brasil, 32 anos.
Cirurgião: a média é 30 anos. Para Brasil, Suécia, Filipinas, Turquia e Itália, a idade mínima é 32 anos. Tailândia e Japão, 29 anos.
Membro das forças armadas: a média é 24 anos, com Filipinas e Suíça (27 anos como idade mínima). Grã-Bretanha, Coreia do Sul e Japão (21 anos) e Brasil (25 anos).
Sobre o que consideram "velho demais" para desempenhar essas funções, muitos acreditam que não existe idade limite, especialmente para líderes e CEOs, embora faixas entre 60 e 70 anos também sejam citadas.
Metodologia
- Estes são os resultados de uma pesquisa realizada em 32 países pela Ipsos em sua plataforma online Global Advisor e, na Índia, em sua plataforma IndiaBus, entre sexta-feira, 24 de janeiro, e sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025.
- Para esta pesquisa, a Ipsos entrevistou um total de 23.745 adultos com 18 anos ou mais na Índia, 18-74 no Canadá, República da Irlanda, Malásia, África do Sul, Turquia e Estados Unidos, 20-74 na Tailândia, 21-74 na Indonésia e Cingapura, e 16-74 em todos os outros países.
- A amostra consiste em aproximadamente 1.000 indivíduos em cada um dos seguintes países: Austrália, Brasil, Canadá, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Itália, Japão, Nova Zelândia, Filipinas, Espanha e EUA, e 500 indivíduos em cada um dos seguintes países: Argentina, Bélgica, Chile, Colômbia, Hungria, Indonésia, Irlanda, Malásia, México, Países Baixos, Peru, Polônia, Singapura, África do Sul, Coreia do Sul, Suécia, Suíça, Tailândia e Turquia.
- Os dados são ponderados de forma que a composição da amostra de cada país reflita melhor o perfil demográfico da população adulta de acordo com os dados do censo mais recente. "A Média Global por País" reflete o resultado médio para todos os países e mercados em que a pesquisa foi realizada. Não foi ajustada para o tamanho da população de cada país ou mercado e não se destina a sugerir um resultado total.
- Quando as porcentagens não somam 100 ou a 'diferença' parece ser +/- 1 ponto percentual a mais/menos do que o resultado real, isso pode ser devido ao arredondamento, múltiplas respostas ou à exclusão de respostas de 'não sei' ou não declaradas.
- A precisão das pesquisas online da Ipsos é calculada usando um intervalo de credibilidade, onde uma pesquisa com N=1.000 é precisa dentro de +/- 3,5 pontos percentuais e uma com N=500 é precisa dentro de +/- 5,0 pontos percentuais.