PT e PL são os partidos preferidos dos brasileiros, mas um terço não se identifica com nenhuma sigla

Pesquisa Ipsos-Ipec Revela Divisão e Desinteresse Partidário Entre Brasileiros

Pesquisa Ipsos-Ipec realizada entre 5 e 9 de março de 2026, revela a preferência partidária dos brasileiros, ao mesmo tempo em que expõe um expressivo contingente de eleitores "órfãos" de legendas. O levantamento que entrevistou 2.000 pessoas em 131 municípios brasileiros, aponta o PT como o partido de maior preferência, com 27% das menções, seguido pelo PL, com 19%. Em patamar distante, PSDB, MDB e PSOL, são citados por 2% dos entrevistados, cada um; PSD, PSB, PDT, REPUBLICANOS, SOLIDARIEDADE, NOVO, UNIÃO e CIDADANIA, registram 1% das respostas, cada.

A simpatia pelo PT é mais acentuada entre os brasileiros que avaliam positivamente o governo Lula (62%), os que dizem ter votado no presidente em 2022 (58%), quem tem até o ensino fundamental (35%) e os moradores da região Nordeste (38%). O PL, por sua vez, é mencionado de forma mais significativa entre quem declara ter votado em Jair Bolsonaro em 2022 (45%), quem avalia negativamente o governo atual (41%), aqueles cuja renda mensal familiar é maior que 5 salários mínimos (30%) e os evangélicos (26%).

Contudo, 32% da população declara não ter preferência por nenhum partido; número que chega a 71% entre quem votou branco/nulo para presidente em 2022, a 47% entre quem não se lembra ou não votou no mesmo pleito, a 41% na região Sul, mesmo percentual entre quem considera regular a gestão de Lula e 37% entre as mulheres (ante 28% entre os homens). Outros 7% não sabem ou preferem não responder ao questionamento.

Pergunta: Por qual destes partidos políticos o(a) sr(a) tem maior preferência ou simpatia? (Estimulada – %)

                                                                                                       Os percentuais apresentados podem não totalizar 100% devido a arredondamentos estatísticos.

O mesmo cenário se reflete na rejeição: o PT é o partido que mais enfrenta resistência, com 37% dos brasileiros afirmando que não votariam na legenda de jeito nenhum. O PL aparece em segundo lugar neste quesito, com 19% de rejeição. As demais siglas aparecem com taxas de rejeição muito inferiores, com o PSOL sendo o terceiro mais citado, com 3%, seguido pelo PSDB com 2% e, MDB, PSB, PC do B, DEMOCRATA, PSD, PDT e UNIÃO, com 1% cada um. Ainda, somam 9% aqueles que afirmam que poderiam votar em todos os partidos e totalizam 21% os que não sabem ou nem respondem à pergunta.

A rejeição ao PT é mais expressiva entre aqueles que dizem ter votado em Bolsonaro em 2022 (79%), quem avalia o governo Lula como ruim ou péssimo (76%), os que têm renda mensal familiar maior que 5 salários mínimos (53%), os evangélicos (49%), moradores da região Sul (48%), aqueles com ensino médio ou superior (43%, em cada estrato), além de ser maior entre os homens (40%), do que entre as mulheres (33%). Já o PL é preterido, principalmente, por quem considera o governo Lula como ótimo ou bom (42%) e os que declaram ter votado em Lula na eleição passada (40%).

Pergunta: Em qual destes partidos políticos o(a) sr(a) não votaria de jeito nenhum? (Estimulada – %)

                                                                                                       Os percentuais apresentados podem não totalizar 100% devido a arredondamentos estatísticos.

"A pesquisa sobre preferência partidária fotografa um país em três partes: uma que prefere o PT, uma que prefere o PL, e um terço do eleitorado que não tem simpatia ou preferência por nenhum partido. A rejeição a um polo é praticamente a declaração de apoio ao outro. O desafio, ou a oportunidade, para as forças políticas está em dialogar com esse expressivo grupo de brasileiros que hoje se declara sem partido." - pontua Marcia Cavallari - head da Ipsos-Ipec.

Sobre a pesquisa

Pesquisa quantitativa realizada a partir de entrevistas pessoais e domiciliares, com o objetivo de identificar a opinião dos brasileiros sobre os partidos políticos. O levantamento aconteceu entre os dias 5 e 9 de março de 2026, quando foram entrevistadas 2000 pessoas, em 131 municípios brasileiros.

A amostra é proporcional e representativa dos brasileiros com 16 anos ou mais, elaborada com base em dados do Censo 2022 e PNADC 2024, com controle de cotas pelas variáveis: sexo, idade, escolaridade, raça/cor e ramo de atividade. O nível de confiança da pesquisa é de 95%, e a margem de erro máxima estimada para o total da amostra é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

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