Brasileiros associam bets a riscos para o futebol e defendem restrições aos patrocínios
A expansão das apostas esportivas no Brasil desperta preocupação entre a população. Pesquisa nacional Ipsos-Ipec mostra que a maioria dos brasileiros acredita que as bets aumentam o risco de manipulação de resultados no futebol e defende a proibição do patrocínio dessas empresas a clubes esportivos.
De acordo com o levantamento, 58% afirmam que as bets aumentam muito o risco de jogos terem resultados manipulados ou combinados, enquanto outros 14% acreditam que elas aumentam um pouco esse risco. Apenas 10% consideram que as apostas não aumentam esse tipo de ameaça ao esporte.
A pesquisa também revela forte resistência aos patrocínios das casas de apostas no futebol. Para 68% dos entrevistados, esse tipo de patrocínio deveria ser proibido porque as apostas prejudicam torcedores e famílias. Em contrapartida, apenas 19% defendem a manutenção dos patrocínios por ajudarem financeiramente os clubes.
A imagem dos influenciadores, artistas e jogadores que promovem bets também é impactada. A maioria absoluta (51%) declara que tem uma percepção negativa sobre essas personalidades.
Quando questionados sobre confiança, 36% dizem confiar menos em influenciadores, artistas ou jogadores que fazem propaganda de bets, enquanto apenas 4% afirmam confiar mais. Para 53%, esse tipo de publicidade não altera sua confiança.
O estudo mostra ainda que o debate sobre apostas pode ter reflexos no cenário eleitoral. Um quarto dos entrevistados (24%) afirma que teria mais vontade de votar em um candidato que defenda restringir as bets, percentual superior aos 12% que teriam menos vontade de votar neste candidato. Para 58% não afetaria a vontade de votar em um candidato que defendesse restrição às bets.
Metodologia
A pesquisa Ipsos-Ipec ouviu 2.000 brasileiros de 16 anos ou mais, entre os dias 4 e 8 de julho de 2026, em 130 municípios de todas as regiões do país. A margem de erro máxima estimada é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.