Avaliação da Atuação do Governo Federal

A pesquisa foi realizada por Ipsos-Ipec entre os dias 9 e 13 de setembro de 2026.

Avaliação positiva, aprovação do governo Lula e confiança no presidente seguem estáveis, mas percepção negativa segue predominante.

  • 33% dos brasileiros avaliam a administração do Presidente Lula como ótima ou boa
  • 42% da população brasileira aprova a maneira como o Presidente Lula está administrando o país
  • 40% dos brasileiros confiam no Presidente Lula

AVALIAÇÃO DO GOVERNO FEDERAL

 

  • Pesquisa realizada pela Ipsos-Ipec entre os dias 9 e 13 de setembro mostra que avaliação negativa (ruim ou péssima) do governo Lula ainda prevalece entre os brasileiros, e registra um crescimento de 5 pontos percentuais na comparação com o dado divulgado em junho, passando de 38% para 43%. 
  • As demais medidas oscilam: a avaliação ótima ou boa do governo varia de 32% em junho para 33% em setembro, enquanto a percepção regular cai de 28% para 23% no mesmo período. 
  • Brasileiros que preferem não opinar totalizam novamente 2%. 

A pesquisa indica um endurecimento da opinião pública em relação ao Governo Federal. Embora a avaliação positiva permaneça estável, a avaliação negativa avança impulsionada principalmente pela redução dos que classificavam a administração como regular”, avalia Márcia Cavallari, head da Ipsos-Ipec.

AVALIAÇÃO DO GOVERNO FEDERAL

Nessa rodada, a avaliação ótima/boa da administração do presidente Lula se destaca entre: 

• quem declara ter votado em Lula em 2022 (65%); 
• moradores da região Nordeste (47%); 
• quem tem renda familiar de até 1 salário mínimo (46%) 
• os menos escolarizados (45%) e, 
• quem mora em municípios com até 50 mil habitantes (43%). 

Ademais, a avaliação ótima/boa é mais significativa entre as mulheres (36%) do que entre os homens (28%); entre quem tem 60 anos ou mais (39%), ante aqueles de 25 a 34 anos (26%); entre quem vive em cidades do interior (35%), na comparação com quem mora nas capitais (25%); entre quem se autodeclara como preto/pardo (37%) em relação aos brancos (25%); e entre católicos (38%) e pessoas com outra religião que não a católica ou evangélica (32%), ante os evangélicos (21%). 

Já a avaliação ruim/péssima se sobressai entre: 
• quem declara ter votado em Jair Bolsonaro na eleição de 2022 (80%); 
• aqueles que têm renda mensal familiar superior a 5 salário mínimos (62%); 
• os evangélicos (55%); 
• os que têm renda mensal familiar de mais de 2 a 5 salário mínimos (54%); 
• os que têm ensino superior (52%); • brancos (51%); • os homens (49%) e, • aqueles que vivem em municípios com mais de 50 a 500 mil habitantes (49%).

Nessa rodada, a avaliação ruim/péssima é maior entrequem tem de 25 a 34 anos (50%), se comparado com os que têm 60 anos ou mais (37%) e de 16 a 24 anos (35%). Também é mais expressiva nas regiões Sul (49%), Sudeste e Norte/Centro-Oeste (48% em cada), do que entre os que moram no Nordeste (29%), além de ser mais frequente nas capitais (49%) do que no interior (41%).

APROVAÇÃO DA FORMA COMO O PRESIDENTE ADMINISTRA O PAÍS


• A desaprovação à maneira do presidente Lula governar o país ainda se sobressai à aprovação e registra agora 53% (era 50% em junho). No mesmo período, a aprovação oscila de 44% para 42%. 
• Entrevistados que preferem não opinar a respeito somam 5% neste levantamento (eram 6% no levantamento anterior). 
• Considerando os brasileiros que avaliam a gestão de Lula como regular, hoje, 46% aprovam a forma como o presidente vem governando o Brasil, enquanto 42% desaprovam e 13% não sabem responder; em junho eram, respectivamente, 47%, 41% e 12%.

Em setembro, a aprovação da forma como o Presidente Lula vem administrando o país é mais expressiva entre: 
• quem avalia positivamente sua gestão (96%); 
• quem declara ter votado em Lula na eleição de 2022 (82%); 
• moradores da região Nordeste (59%); 
• quem tem renda familiar mensal de até 1 salário mínimo (59%); 
• os que têm o ensino fundamental (56%); 
• os que moram em municípios com até 50 mil habitantes (53%) e, 
• os católicos (49%). 

Além disso, aprovação é mais expressiva entre as mulheres (47%) do que entre os homens (38%); entre jovens de 16 a 24 anos e pessoas com 60 ou mais (47% em cada segmento) na comparação com quem tem de 25 a 34 anos (35%); entre quem mora em municípios do interior (46%), ante quem vive nas capitais (35%) e entre quem se autodeclara como preto ou pardo (47%), do que entre os brancos (35%). 

Ao passo que, a desaprovação é mais acentuada entre: 
• quem avalia negativamente a administração de Lula (97%); 
• quem afirma ter votado em Jair Bolsonaro na eleição de 2022 (90%); 
• quem declara ter votado em branco/nulo na eleição de 2022 (70%); 
• aqueles com renda mensal familiar superior a 5 salários mínimos (69%); 
• os evangélicos (65%); 
• os que declaram renda mensal familiar de mais de 2 a 5 salário mínimos (64%) 
• têm entre 25 e 34 anos (61%); 
• os que têm ensino superior (61%); 
• os que moram nas capitais (60%); 
• os que têm ensino médio (59%) e, 
• quem se autodeclara branco (59%). 

A desaprovação é mais elevada entre os homens (58%) do que entre as mulheres (47%). Regionalmente, os maiores percentuais são observados no Sul (60%), seguido por Norte/Centro-Oeste e Sudeste (58% em cada), enquanto o Nordeste registra 37%. Também é mais expressiva entre moradores de cidades com 50 mil a 500 mil habitantes (58%) e de mais de 500 mil habitantes (55%) do que entre aqueles que vivem em cidades com até 50 mil habitantes (43%).

CONFIANÇA NO PRESIDENTE LULA

• Nessa pesquisa, brasileiros que afirmam confiar no chefe do Executivo somam 40%, em junho eram 41%. Já a parcela da população que declara não confiar no presidente Lula passa de 56% para 57% em setembro. 
• Entrevistados que preferem não opinar sobre o assunto somam novamente 3%.

Para Marcia Cavallari, “os indicadores de confiança acompanham a dinâmica observada na avaliação do governo. Embora a diferença entre os que confiam e os que não confiam no presidente permaneça relativamente estável, o saldo segue negativo, indicando a forte divisão da opinião pública.”

Hoje, a confiança no Presidente Lula é mais significativa entre: 
• quem avalia positivamente sua gestão (95%); 
• quem declara ter votado em Lula em 2022 (80%); 
• moradores da região Nordeste (58%); 
• aqueles com renda familiar mensal de até 1 salário mínimo (58%); 
• os que têm o ensino fundamental (54%); 
• moradores de municípios com até 50 mil habitantes (51%); 
• os católicos (47%) e, 
• os pretos/pardos (46%). 

Além disso, a confiança é maior entre as mulheres (44%) do que entre os homens (36%); pessoas com 60 anos ou mais (47%), ante quem tem entre 25 e 34 anos (33%) e aqueles que vivem em cidades do interior (43%) em comparação aos que moram nas capitais (35%). 

Já aqueles que não confiam no presidente se sobressaem entre: 
• os que avaliam negativamente a sua administração (98%); 
• quem votou em Jair Bolsonaro na eleição de 2022 (94%); 
• quem votou em branco/nulo na eleição de 2022 (79%); 
• quem tem renda mensal familiar superior a 5 salários mínimos (72%); 
• evangélicos (70%); 
• os que declaram renda mensal familiar de mais de 2 a 5 salário mínimos (69%); 
• têm entre 25 e 34 anos (65%); 
• quem tem ensino superior (65%); 
• quem se autodeclara branco (64%); 
• moradores da região Sudeste (63%) e, 
• quem vivem em municípios com mais de 50 a 500 mil habitantes (63%). 

Ainda, a desconfiança é mais significativa entre os homens (61%) do que entre as mulheres (52%).

PERCEPÇÃO SOBRE O GOVERNO FEDERAL

 

• Apesar da percepção geral ser de estabilidade, a maioria dos brasileiros segue com a opinião de que o governo Lula está pior do que esperavam. 
• A sensação de que o governo está pior do que o esperado oscila de 42% em junho para 45% agora em setembro, enquanto a parcela de entrevistados que consideram que está igual passa de 32% para 28% e os que afirmam que o governo está melhor variam de 23% para 24% no mesmo período.

PERCEPÇÃO SOBRE A SITUAÇÃO ECONÔMICA DO PAÍS EM RELAÇÃO AOS ÚLTIMOS 6 MESES

 

• Em setembro, a opinião sobre a situação econômica do país é um pouco mais negativa do que a registrada na última rodada, em junho: oscila de 41% para 45% a parcela dos que consideram a situação econômica do país está pior do que nos últimos 6 meses
• Aqueles que avaliam que a economia está igual somam 29%, ao passo que aqueles que acham que está melhor em relação aos últimos 6 meses chegam a 23% e os que não opinam a respeito representam 3% dos entrevistados. Em junho eram 30%, 25% e 4%, na mesma ordem citada.

“A percepção sobre a economia acompanha o movimento observado em outros indicadores da pesquisa e reforça sinais de maior insatisfação com o contexto econômico atual”, observa Márcia Cavallari, head da Ipsos-Ipec.

EXPECTATIVAS EM RELAÇÃO À SITUAÇÃO ECONÔMICA DO PAÍS

 

EXPECTATIVAS EM RELAÇÃO À SITUAÇÃO ECONÔMICA DO PAÍS

• O cenário mostra uma nova melhora em relação às expectativas acerca da situação econômica do país para os próximos 6 meses, em comparação ao estudo divulgado em junho deste ano. 
• Aumenta 6 pontos percentuais a parcela de brasileiros otimistas, que acham que a economia estará melhor nos próximos 6 meses, indo de 36% em junho para 42% na pesquisa atual. O percentual de pessimistas, que acham que a economia vai piorar, recua quase que na mesma proporção (7 pontos percentuais), passando de 32% para 25% nesta medição. 
• Entrevistados que acreditam que a situação econômica do Brasil ficará igual somavam 25% e agora são 24% e os que não opinam a respeito vão de 7% para 8% neste levantamento.

“O crescimento do otimismo em relação aos próximos meses é um aspecto importante desta edição. Pela primeira vez em várias rodadas, os otimistas superam com alguma folga os pessimistas, possivelmente pelo anseio de melhora econômica após as eleições. Ainda assim, será importante acompanhar os próximos levantamentos para verificar se esse movimento se consolida como tendência”, pondera Márcia Cavallari.

FICHA TÉCNICA

Período de campo: a pesquisa foi realizada entre os dias 9 e 13 de setembro de 2026. 
Abordagem: pesquisa presencial. 
Tamanho da amostra: foram entrevistados 2.000 eleitores em 130 municípios. 
Margem de erro: a margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra. 
Nível de confiança: o nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento. 
Solicitante: estudo realizado pela Ipsos-Ipec em sua pesquisa Omnibus (BUS) mensal.

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