Black Mirror Já Não é Ficção: A IA Molda Nossa Realidade
O termo “inteligência artificial” está cada vez mais presente em nosso dia a dia. Somos expostos cotidianamente às suas possibilidades, ferramentas e evoluções, e a como ela pode impactar (ou já está impactando) nossas vidas nos mais diversos âmbitos. Porém, todo esse avanço traz consigo uma série de dilemas éticos e sociais, além de transformar o modo como o marketing é feito. Nesse sentido, como as marcas devem navegar nesse novo mar de possibilidades sem cair em armadilhas como crises de reputação, perda de confiança ou hiperexposição negativa?
A inteligência artificial, ou apenas IA, como aprendemos a chamá-la mais intimamente, vem avançando rápido e nos fazendo pensar que as distopias já não são mais algo tão fora do possível. Os escritos de Aldous Huxley, George Orwell, Isaac Asimov ou, mais recentemente, a série Black Mirror ficaram famosos por retratar uma série de situações futuras consideradas improváveis ou mesmo bizarras, mas que por muitas vezes já se aproximam de possibilidades reais a partir do desenvolvimento tecnológico. A transformação propiciada pela IA no nosso cotidiano já trouxe à vida uma série de fatos antes apenas imaginados, como ter agentes à mão que nos ajudam a processar grandes quantidades de informação em segundos, a dirigir carros automaticamente, ou até mesmo a criar “bots” que podem assumir diversos papéis de acordo com a necessidade do momento, apenas para citar alguns exemplos.
Por outro lado, além dos caminhos facilitados, a IA traz consigo uma série de problemáticas e dilemas que devem sempre ser trazidos à tona para a discussão, especialmente quando pensamos nos impactos para as marcas e para o mundo do marketing.
UNIFORMIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO
Os algoritmos de IA são programados para operar de modo a padronizar e replicar excessivamente as informações. Assim, nuances importantes e questões específicas podem ser suprimidas de determinadas análises, simplificando demasiadamente o contexto real. Do mesmo modo, apesar da eficiência da IA na análise de grandes volumes de dados e na produção de insights rápidos, sua capacidade de percepção cultural, leitura emocional e empatia humana são limitadas.
Tais fatos geram pontos cegos que podem fazer com que as marcas não alcancem a tão desejada diferenciação e alta relevância entre todos os seus públicos-alvo.
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