Crise Do ESG e Das Pautas Identitárias: Como As Marcas Podem e Devem Se Posicionar Diante Dos Movimentos Anti-Woke
Em um cenário global cada vez mais polarizado, as marcas enfrentam um desafio sem precedentes: navegar pela complexidade de uma sociedade fragmentada. A pesquisa “Ipsos Global Trends” revela uma tendência preocupante de divisão social, impulsionada por disparidades econômicas crescentes e tensões relacionadas à imigração.
Neste contexto de fragmentação, emerge um debate acalorado em torno das práticas ESG (Environmental, Social and Governance) e das pautas identitárias, que têm sido alvo dos chamados movimentos anti-woke.
As marcas, que até recentemente eram incentivadas a adotar posicionamentos progressistas e abraçar causas sociais, agora se veem diante de um dilema: como se posicionar em meio à crescente polarização e ao backlash contra as iniciativas consideradas “woke”?
Quais serão os desafios considerando o cenário brasileiro?
WOKE: ONDE VIVE, DO QUE SE ALIMENTA...
O termo “woke” vem do inglês e significa “acordado”. Além do sentido literal, o termo se tornou uma gíria que evoluiu significativamente em seu uso e sua conotação. Originário da comunidade afro-americana, inicialmente significava “estar alerta para a injustiça racial”. Com o tempo, especialmente após o surgimento do movimento “Black Lives Matter”, o termo se expandiu para abranger uma consciência mais ampla sobre questões sociais e políticas, incluindo racismo, sexismo, desigualdade e outras formas de opressão.
No entanto, “woke” se tornou um termo polarizador no cenário político e cultural recente dos Estados Unidos. Para alguns, identificarse como “woke” é motivo de orgulho, indicando uma postura progressista e consciente das injustiças sociais. Para outros, principalmente em círculos conservadores, o termo passou a ser usado pejorativamente, associado a um suposto “extremismo de esquerda” e a uma cultura de cancelamento.
Esta polarização em torno do termo reflete uma divisão mais profunda na sociedade norte-americana, na qual os debates sobre identidade, diversidade e inclusão têm se tornado cada vez mais acalorados. É neste contexto que observamos uma tendência recente e controversa: o corte de programas de diversidade em grandes empresas, especialmente no setor de tecnologia.
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