Rumo a uma Saúde Mais Consciente: A Revolução das "Canetas Emagrecedoras"

Os Impactos das Canetas emagrecedoras na Saúde e Bem-Estar

DA ESTÉTICA À SAÚDE CONSCIENTE: COMO A REVOLUÇÃO DAS “CANETAS EMAGRECEDORAS” PODE REDEFINIR O PAPEL DAS MARCAS NA CONSTRUÇÃO DE UM NOVO PARADIGMA DE BEM-ESTAR E SAÚDE

Nos últimos anos, um novo fenômeno adentrou com força o cotidiano da população brasileira, primeiro pelas redes sociais, depois pelas farmácias, pelos consultórios e pelas rodas de conversa. As chamadas “canetas emagrecedoras”, como ficaram popularmente conhecidas, rapidamente ultrapassaram o nicho médico e se tornaram ícones do imaginário coletivo que associa saúde à estética, corpo ideal à performance e bem-estar à magreza. Vale destacar que, segundo as projeções da Morgan Stanley, o mercado de análogos de GLP-1 pode atingir a marca de US$ 105 bilhões apenas nos Estados Unidos nos próximos anos. No Brasil, a pesquisa “Reshaping Society” da Ipsos (2024)22 revela que 53% dos respondentes demonstram interesse em utilizar as chamadas “canetas emagrecedoras”, corroborando a tendência de expansão global e evidenciando o potencial expressivo desse mercado também em território nacional.

O FENÔMENO QUE CONQUISTOU O BRASIL

Mas, por trás da fama nas redes, existe uma inovação científica real e robusta: os análogos de GLP-1, como a semaglutida e tirzepatida (presente em medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro), agem simulando o hormônio GLP-1 no organismo — responsável, entre outras funções, por regular o apetite, a digestão e a liberação de insulina. Inicialmente desenvolvidos para o tratamento de diabetes tipo 2 e, mais recentemente, indicados também para a obesidade, esses medicamentos têm demonstrado efeitos promissores em uma série de outras condições clínicas, como doenças cardiovasculares, apneia do sono, inflamações crônicas, e até em áreas ainda em estudo, como Alzheimer e saúde mental.

No Brasil, dados internos de “Social Listening” da Ipsos Synthesio revelam que as menções ao uso estético desses medicamentos nas redes sociais superam amplamente as referências às suas indicações médicas. Esse desequilíbrio evidencia um descompasso significativo entre o que esses fármacos realmente são — em termos clínicos — e o lugar simbólico que passaram a ocupar na cultura contemporânea.

Continue a leitura no livro digital: https://www.ipsos.com/pt-br/flair-2026

Autor(es)

Mais insights sobre Saúde

Related news