Geração Alpha, uma geração afastada do “real”?

A expressão das novas tecnologias leva a que o mundo das crianças e dos “media online” se confundam, podendo as crianças habitar facilmente num e noutro território ou mesmo nos dois em simultâneo. Estarão as marcas preparadas para se relacionar e interagir com esta Geração, em que o virtual parece fazer parte integrante do indivíduo?

Autores

  • Paula Mateus Senior Project Manager
  • Joana Borges Senior Project Manager
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Geração Alpha, geração afastada do “real”?

A Beatriz tem 8 anos e anda no 3º ano. As suas brincadeiras preferidas são fazer vídeos, ir ao Youtube e visitar as Redes Sociais. Tal como a maioria das meninas da sua idade, que entrevistamos quando realizamos estudos de mercado, tem muitos sonhos. Mas, o maior sonho da Beatriz é um dia vir a ser uma Youtuber.

Os pais da Beatriz acham que ela ainda é muito nova para ter telemóvel, por isso quando a Beatriz quer passar o tempo livre como mais gosta, ela “rouba” o telemóvel aos pais ou utiliza o seu próprio tablet. Os pais insistem para que ela brinque “tecnologia free”, ela insiste em introduzir a tecnologia nas suas brincadeiras.

A Beatriz, uma menina da Geração Alpha, surpreende-nos pela sua maturidade emocional e evidencia-nos que o smartphone e as novas tecnologias são “obrigatórios” para esta Geração, desafiando-nos a ver o mundo das crianças pelo olhar dela.

 

Questionamo-nos então:

O que caracteriza e define realmente esta Geração?
Estarão as marcas preparadas para se relacionar e interagir com esta Geração, em que o virtual parece fazer parte integrante do indivíduo?

A expressão das novas tecnologias leva a que o mundo das crianças e dos “media online” se confundam, podendo as crianças habitar facilmente num e noutro território ou mesmo nos dois em simultâneo. De facto, o online marca uma forte presença no mundo das crianças e desde muito cedo elas entendem-se como importantes atores no “teatro de operações das marcas” e até como potenciais influencers.

No entanto, a presença e relevância do mundo virtual e digital para crianças é várias vezes questionado – uma realidade que parece estar a ser permanentemente contrariada e assombrada por notícias inquietantes que se focam num crescente alheamento das crianças em relação ao mundo real, físico e que está num território de proximidade.

Mas será mesmo assim? Não poderá o virtual ser antes um ativador de experiências sensoriais e físicas? Não poderá existir uma convergência e integração do virtual com o mundo real? Não será esta ligação o desejável e expectável por parte destas crianças? Como poderá o mundo físico – casa, lojas, espaços de lazer e entretenimento – se preparar para uma geração que processa a informação de forma mais rápida, que tem acesso a uma amplitude ferramentas de comparação e avaliação, que é verdadeiramente global nos gostos e interesses?

Na Ipsos Apeme, somos curiosos e apaixonados por conhecer cada vez melhor os consumidores. Desde 2005 que nos dedicamos a querer saber mais e aprofundar o nosso conhecimento sobre as crianças portuguesas, tendo já interagido com 6.000 crianças, 1.200 encarregados de educação e 500 avós.

Porque compreendemos que a rápida evolução das tecnologias tem impactado a forma de estar das crianças tanto no virtual como no físico, propomo-nos então a fazer um zoom a esta geração Alpha na nova vaga do estudo - Fórum da Criança 2019. É para nós fundamental conhecer estas “novas crianças” e perceber qual a fórmula de equilíbrio entre o mundo virtual e o mundo real, de forma a que as marcas consigam construir uma relação sinergética entre ambos os territórios, dando uma resposta adequada e adaptada às crianças, atuais e futuros consumidores.


Para saber mais sobre o Fórum da Criança 2019 e ter acesso à apresentação completa

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  • Paula Mateus Senior Project Manager
  • Joana Borges Senior Project Manager