IA com resultados promissores em várias tarefas de Estudos Qualitativos

Com o aumento do uso da Inteligência Artificial (IA) nas rotinas de trabalho, fomos testar o seu desempenho em algumas das tarefas mais frequentes nos estudos qualitativos. Os resultados são promissores, ainda que a intervenção humana continue a ser crucial na identificação de preconceitos e prevenção de alucinações.

Ipsos | Conversa com IA parte II Até há pouco tempo, muitas das aplicações da IA só existiam num longínquo mundo futurista. Hoje, é possível usar esta tecnologia para transcrever ficheiros de áudio e vídeo, gerar imagens e até escrever código informático. Embora seja evidente o entusiasmo em relação à produtividade e criatividade que o uso de IA pode proporcionar, também se observa um sentimento de cautela devido aos preconceitos, erros e alucinações que os modelos generativos por vezes originam. 

Para navegar este acelerado contexto de mudança, é crucial o uso criterioso desta nova geração de IA. Uma abordagem estratégica a esta tecnologia permite compreender a velocidade e a intensidade das alterações e aproveitar o poder da IA nos estudos de mercado.

O segundo artigo da série Conversations with AI aborda os resultados de testes que efetuámos para avaliar a utilidade e os riscos associados aos conteúdos gerados por IA. Transcrição, tradução e análise de sentimento foram as principais tarefas sob teste. Quais são as principais conclusões? 

Os resultados mostram variações na qualidade das transcrições, com as reproduções automáticas a obter maior precisão em línguas amplamente faladas, como o inglês. Além disso, a exatidão das transcrições feitas por IA depende do uso de transcrições humanas como ponto de partida.

Em relação à análise de sentimento, os modelos de IA também apresentam níveis de precisão variáveis: alguns modelos têm um desempenho tão bom como a análise a cargo de humanos. Há, no entanto, espaço para a IA melhorar a análise de sentimento ao nível da frase.

No que toca à análise temática, a IA generativa produziu bons resumos, mas mostrou dificuldades em realçar insights e extrair implicações de negócio, em comparação com researchers humanos. A intervenção humana continua, assim, a ser necessária para colmatar as lacunas nas áreas de conhecimento especializado, identificação de preconceitos e prevenção de alucinações.

Embora a IA apresente oportunidades de inovação e crescimento, as marcas precisam de avaliar cuidadosamente estas ferramentas tecnológicas para aproveitar ao máximo o seu potencial e, ao mesmo tempo, mitigar os riscos.

Descarregue o white paper

Sociedade