Uma Nova Visão em relação à Pneumonia

A longevidade é uma das maiores conquistas da era moderna. Graças aos importantes avanços da ciência e da medicina, vivemos agora durante mais tempo do que nunca. Mas mais tempo é uma fraca conquista quando a qualidade de vida e as capacidades funcionais estão comprometidas.

O estudo PneuVUE (Adult Pneumonia Vaccine Understanding in Europe - compreensão da vacina contra a pneumonia em adultos na Europa) é um dos maiores inquéritos a consumidores sobre conhecimento da pneumonia jamais realizados na Europa.

Entre novembro de 2015 e fevereiro de 2016 a equipa de saúde da Ipsos MORI, em conjunto com Pfizer, realizou este estudo com vista a explorar as perceções acerca da pneumonia e da prevenção da mesma entre adultos mais velhos, em 9 países Europeus.

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Portugal contou com 1001 entrevistas telefónicas dando origem ao documento “Uma Nova Visão em relação à Pneumonia Entre Adultos Mais Velhos”, que contribui para o esclarecimento de todas as suas dúvidas quanto à pneumonia em Portugal.

A Pneumonia

Sabe-se que a pneumonia adquirida na comunidade é uma das causas de morte por infeção mais frequentes na Europa. No entanto, atualmente, apenas 10% dos adultos com idade superior a 50 anos na Europa estão vacinados.

O inquérito destacou que, embora as pessoas tenham conhecimento da pneumonia, muitas têm uma fraca compreensão sobre a forma como preveni-la eficazmente e geralmente não estão preocupadas com a possibilidade de contrair a doença.

Principais conclusões do PneuVUE para Portugal

O conhecimento e a compreensão sobre a pneumonia em Portugal é forte. Contudo, existem algumas lacunas em torno da compreensão da transmissão da doença, dos fatores de risco para contrair pneumonia e do número de pessoas que morram realmente da doença.

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Conclusões do PneuVUE para Portugal, presente na página 8 do documento PneuVUE: Uma Nova Visão em relação à Pneumonia Entre Adultos Mais Velhos 

 

Ao longo do documento completo “Uma Nova Visão em relação à Pneumonia Entre Adultos Mais Velhos”, Dra Jane Barratt, Prof. Tobias Welte e Prof. Antoni Torres partilham connosco alguns comentários, apelando para que seja dada prioridade urgente a uma maior sensibilização e vacinação contra a pneumonia na Europa.


“O combate à pneumonia envolve combater a ideia errada comum de que a pneumonia não é contagiosa. Precisamos de aumentar urgentemente a tomada de consciência sobre o facto de que algumas formas de pneumonia são contagiosas, para que as pessoas saibam quando estão em risco e como melhor se protegerem.”

Dra. Jane Barratt, Secretária Geral da Federação Internacional sobre o Envelhecimento.


 

“As pessoas precisam de saber que se contraírem pneumonia, a mesma não irá desaparecer rapidamente. A recuperação de uma pneumonia pode levar meses após a hospitalização, mesmo em pessoas saudáveis e a pneumonia pode ter um grave impacto a longo prazo no trabalho, vida social e independência.”

Prof.  Tobias Welte, Professor de Medicina Pulmonar, Escola de Medicina da Universidade de Hannover


“Precisamos de garantir que as pessoas compreendam que a pneumonia é uma doença grave e potencialmente fatal, com consequências a longo prazo que podem afetar qualquer pessoa – mesmo quem pratica exercício, come de forma saudável e de forma geral cuida de si próprio. A menos que as pessoas compreendam isto, é improvável que venham alguma vez a encarar seriamente a pneumonia ou mesmo a considerá-la uma ameaça.”

Prof. Antoni Torres, Professor de Medicina, Hospital Clinic de Barcelona

 
O estudo foi realizado em 9 países. Foram realizadas 9.000 entrevistas telefónicas com duração de 20 minutos, entre 23 de novembro de 2015 e 15 de fevereiro de 2016. A pesquisa foi centrada na população em geral com idade igual ou superior a 50 anos em cada um dos 9 países. Foram impostas quotas com base na idade, género, região e estatuto profissional para assegurar a representação nacional.

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