61% dos brasileiros temem não conseguir pagar as contas

A pesquisa “Monitor Global da Inflação” foi realizada no Brasil e em outros 27 países

Autor(es)

  • Marcos Calliari CEO Ipsos no Brasil
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São Paulo, 29 de julho de 2022 - Seis em cada dez brasileiros (61%) temem não conseguir pagar as próprias contas nos próximos seis meses. O dado foi obtido através da pesquisa ”Monitor Global da Inflação”, feita pela Ipsos. Dos 28 países que integram o levantamento, o Brasil ocupa a 7ª posição entre os mais preocupados com as despesas futuras. África do Sul (75%), Índia (69%) e Argentina (67%) lideram. A média global ficou em 52%.

Na outra ponta, os cidadãos que menos se preocupam com a capacidade de pagar as contas estão na Holanda, Dinamarca e China. Nestes países, os índices ficaram em 31%, 31% e 33%, respectivamente.

Dificuldades

Ainda de acordo com o levantamento, quase metade (49%) dos brasileiros entrevistados está enfrentando dificuldades para administrar as finanças pessoais. Neste quesito, a média global ficou em 29%, puxada principalmente pela Argentina (65%) e Turquia (64%).

Os respondentes da pesquisa também expressam preocupações sobre sua capacidade em manter as compras habituais. 54% dos respondentes globais se declaram muito preocupados ou preocupados; no Brasil, 62% das pessoas entrevistadas estão muito preocupadas ou preocupadas. Os mais preocupados com o poder de compra são os turcos (80%), os sul-africanos (73%) e os argentinos (69%).

Inflação

A pesquisa também mediu a percepção dos cidadãos em relação ao aumento do custo de vida. De acordo com o levantamento, 62% dos brasileiros entrevistados acreditam que a inflação continuará subindo. Apesar do número alto, o país está entre os mais otimistas. Apenas China e Arábia Saudita apresentaram índices menores: 50% e 55%, respectivamente. Neste quesito, a média global ficou em 74%.

Segundo 68% dos brasileiros entrevistados, a compra de alimentos será o segmento com maior aumento de custos para os próximos seis meses. Os custos com serviços como gás, eletricidade e gastos com outras compras domésticas também sofrerá com os aumentos para 65% dos respondentes.

Sobre a pesquisa
A Ipsos entrevistou, de forma on-line, 21.515 pessoas, sendo aproximadamente 1.000 no Brasil, entre 26 de maio e 10 de junho de 2022. A margem de erro para o Brasil é de 3,5 pontos percentuais. Além do Brasil, integram a pesquisa: Argentina, Austrália, Bélgica, Canadá, Chile, China, Colômbia, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Hungria, Índia, Itália, Japão, Malásia, México, Holanda, Peru, Polônia, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, Turquia e Estados Unidos.
 

Autor(es)

  • Marcos Calliari CEO Ipsos no Brasil

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