Preocupação com a saúde avança no primeiro mês do ano
Os dados de janeiro do Ipsos What Worries the World indicam um ajuste nas prioridades da população brasileira após um mês de dezembro marcado por picos de atenção em temas específicos.
Crime e violência seguem como a principal preocupação no país, com 41%, mas recuam quatro pontos em relação ao mês anterior, sugerindo uma redução da intensidade do tema na agenda pública após um período de maior exposição no fim de 2025. Na sequência, a preocupação com saúde avança dois pontos e chega a 36%, enquanto pobreza e desigualdade social também sobem dois pontos, alcançando 33%, indicando um deslocamento gradual do foco para questões estruturais e de impacto mais direto no cotidiano.
A preocupação com corrupção recua três pontos, para 33%, reforçando a leitura de que temas institucionais tendem a perder peso relativo quando outras demandas sociais ganham centralidade, enquanto impostos atingem 28%, com leve alta de um ponto no mês, refletindo a permanência do tema no debate público. No cenário global, o levantamento de janeiro aponta um quadro de estabilidade nas principais preocupações, sem oscilações relevantes entre os temas mais citados. A única exceção é o desemprego, que avança um ponto percentual no mês. De forma geral, inflação, crime e violência e pobreza e desigualdade social seguem concentrando as maiores menções, indicando que as preocupações globais permanecem ancoradas em questões econômicas e sociais estruturais.
Nos Estados Unidos, a inflação permanece como a principal preocupação da população, refletindo um custo de vida ainda pressionado, mesmo com um recuo de 7 pontos vs. dezembro de 2025, o que mantém os temas econômicos no centro das atenções. Já na Argentina, janeiro traz movimentos relevantes nas principais preocupações. Crime e violência recuam cinco pontos em relação a dezembro de 2025, enquanto a inflação registra uma queda expressiva de 33 pontos na comparação com janeiro de 2025.
A retração da inflação reflete a desaceleração observada ao longo do último ano, após um período prolongado de forte pressão sobre preços, enquanto a redução na preocupação com crime e violência sugere um alívio pontual no debate público.