De 28 países, Brasil é o que mais acredita que mulheres na liderança política trariam paz ao mundo

72% dos entrevistados locais acham que as lideranças femininas fariam o mundo mais bem-sucedido; países com maior concordância são latino-americanos

Autor(es)
  • Helio Gastaldi Head the Public Affairs
Get in touch

Mais do que 7 entre cada 10 brasileiros acreditam que o mundo seria mais pacífico e bem-sucedido se tivéssemos mais líderes políticas mulheres. É o que aponta uma pesquisa sobre liderança global realizada com entrevistados de 28 nações, incluindo o Brasil. Enquanto 72% concordam com a afirmação, 18% discordam e 10% não souberam opinar sobre o tema.

Dos 28 países avaliados, em 18 o percentual que aposta em lideranças femininas para trazer paz e sucesso ao mundo é maior ou igual a 50%. O Brasil, com 72%, fica em primeiro lugar no ranking, seguido pelos latino-americanos Peru e Colômbia (ambos com 70%) e, na terceira posição, pela Turquia (67%). A média global, considerando o total de entrevistados, é de 54%. Em todas as nações, as entrevistadas do sexo feminino apresentam maiores taxas de concordância que os homens – a diferença média é de 12 pontos percentuais (10 no Brasil).

“É possível que a primeira posição ocupada pelo Brasil neste ranking seja uma resposta à maneira truculenta como tantas líderes femininas têm sido tratadas por políticos em situação de poder. Embora a participação de mulheres em cargos eletivos tenha aumentado ligeiramente nas últimas eleições – mas permanecendo ainda uma gritante sub-representação –, verifica-se um retrocesso quanto às oportunidades de uma participação mais ativa, recorrentemente barradas por vozes que refletem uma cultura ainda patriarcal e sexista”, analisa Helio Gastaldi, diretor de Public Affairs da Ipsos no Brasil.

Ainda em relação às características desejadas para os representantes políticos no poder, 83% dos respondentes brasileiros concordam que, para resolver os desafios globais, o mundo precisa de líderes fortes. A média é de 80%. Além disso, 81% dos entrevistados no Brasil acreditam que líderes políticos devem ser substituídos regularmente para que não se tornem poderosos demais. Na média global, os que concordam são 3 em cada 4 pessoas (75%).

A pesquisa on-line foi realizada com 19.514 entrevistados com idades entre 16 e 74 anos em 28 países, sendo aproximadamente 1000 entrevistados no Brasil. Os dados foram colhidos de 23 de julho a 06 de agosto de 2021. A margem de erro para o Brasil é de 3,5 pontos percentuais.
 

Autor(es)
  • Helio Gastaldi Head the Public Affairs

Sociedade