Índice Confiança do Consumidor: Brasil passa a ocupar a sexta posição entre os países mais otimistas

O país segue apresentando aumento no otimismo da população, mantendo o crescimento observado no final de 2025

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do Brasil inicia o ano na trajetória ascendente do segundo semestre de 2025, com uma alta de dois pontos em relação a dezembro, alcançando 55,1 pontos. Analisando a série histórica mais longa, o indicador é 4 pontos superior a janeiro de 2025 e chega a patamar similar ao primeiro trimestre de 2024. Com esse avanço, o Brasil passa a ocupar a sexta posição entre os países mais otimistas do levantamento global, ficando à frente de economias como México e Estados Unidos e assumindo a liderança em confiança do consumidor nas Américas.

O avanço é sustentado pela melhora expressiva no subíndice de emprego, que sugere um início de ano marcado por maior percepção de estabilidade no mercado de trabalho e por uma leitura mais positiva em relação às condições futuras da economia.

No contexto global, o ICC avança 0,5 ponto e atinge 49,9, marcando o terceiro mês consecutivo de alta após um longo período de estagnação ao longo de 2025. O movimento reflete principalmente uma pequena melhora das expectativas em relação ao futuro e do mercado de trabalho, dois componentes que voltam a ganhar tração no início do ano, com o nível geral de confiança permanecendo próximo a linha de neutralidade.

No cenário internacional, os movimentos seguem heterogêneos. Nos Estados Unidos, o índice de confiança permanece em patamar acima da neutralidade, com 53,8 pontos, apoiado por ganhos relevantes nos subíndices de emprego e expectativas, apesar de um ambiente ainda pressionado pelo custo de vida. Já a Argentina segue com níveis de confiança mais frágeis, refletindo um ambiente econômico ainda marcado por elevada incerteza e volatilidade.

O início de 2026 sugere um consumidor global um pouco mais confiante, mas longe de um cenário de recuperação robusta. A melhora observada neste começo de ano aponta para um ajuste gradual de expectativas, sustentado por sinais positivos no mercado de trabalho e por uma leitura menos negativa do futuro imediato, mas ainda com menos da metade dos países com indicador acima da linha de neutralidade. A consolidação desse movimento, no entanto, tem desafio muito grande por todas as instabilidades e conflitos de relações atuais.
 

Autor(es)

  • Rafael Lindemeyer
    Rafael Lindemeyer
    Líder do Cluster de Experiência, Ipsos no Brasil

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