Seis em cada dez brasileiros acreditam que a economia do país é manipulada para favorecer os mais ricos

Os dados foram apurados através da pesquisa "Broken-System Sentiment in 2022", feita em 28 países

Seis em cada dez brasileiros (64%) acreditam que o modelo econômico do país é manipulado para favorecer os mais ricos. O número foi obtido através da pesquisa "Broken-System Sentiment in 2022", feita pela Ipsos em 28 países. Apesar de ter um alto índice, o dado do Brasil acompanha a média mundial, que também é de 64%. A Romênia, com 78%, lidera o ranking. 

Na outra ponta, os cidadãos que menos acreditam que o país tem uma economia manipulada estão na Suécia, Holanda e Alemanha. Nestes países, os índices ficaram em 45%, 55% e 55%, respectivamente.

Nos últimos anos, porém, a preocupação do brasileiro com o favorecimento aos mais ricos vem diminuindo, já que a mesma pesquisa foi feita pela Ipsos em 2016, 2019 e 2021. Nestes anos, os índices do país ficaram em 69%, 75% e 80%.

Descrença em partidos políticos tradicionais

A pesquisa também questionou os entrevistados sobre partidos políticos tradicionais. No Brasil, 63% dos respondentes apontaram que os partidos políticos não se importam com pessoas como eles. A Romênia, novamente, lidera o ranking, com 79%. Já a Suécia continua na outra ponta da tabela, com apenas 44%. A média dos países pesquisados é de 63%. 

Em comparação com os levantamentos anteriores, o dado brasileiro mantém a queda. Na pesquisa de 2016, o índice foi de 69%; já em 2019, o número ficou em 72%; por fim, em 2021, 78% dos brasileiros apontaram desconfiança em partidos políticos.  

Presença de um líder forte

Outro ponto levantado na pesquisa é a atuação dos governantes. 65% dos entrevistados brasileiros acreditam que o país precisa de um líder forte para retomar o país dos mais ricos e poderosos. O povo romeno segue na ponta do ranking, com 74%. O último colocado desta vez é a Alemanha, onde apenas 37% da população acredita que o país precisa da força de um governante.

Neste quesito, o índice do Brasil está acima da média dos países presentes no estudo, que é de 59%. Já em comparação com a mesma pesquisa em anos anteriores, os dados continuam em queda. Foram 68% em 2016, 73% em 2019 e 74% em 2021.

Vale destacar que neste ano a pesquisa foi feita entre os meses de setembro e novembro, período em que o país estava em processo de eleições federais e estaduais. 

Sobre a pesquisa

A Ipsos entrevistou, de forma on-line, 26.007 pessoas, sendo aproximadamente 1.000 no Brasil, entre 23 de setembro e 4 de novembro de 2022. A margem de erro para o Brasil é de 3,5 pontos percentuais. Além do Brasil, integram a pesquisa: África do Sul, Argentina, Alemanha, Austrália, Bélgica, Canadá, Coréia do Sul, Chile, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Holanda, Hungria, Indonésia, Itália, Irlanda, Japão, Malásia, México, Peru, Polônia, Romênia, Suécia, Tailândia e Turquia.

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