What Worries the World - Agosto 2021

Preocupação com a pandemia diminui no Brasil, mas aumenta a apreensão quanto à pobreza e à desigualdade social

Autor(es)

  • Marcos Calliari CEO Ipsos no Brasil
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A pandemia ainda é a maior preocupação globalmente, hoje, de acordo com nossa pesquisa em 28 países. Em média, 37% dizem que a Covid-19 é a questão mais preocupante em seu país neste mês.
No Brasil, a preocupação com a Covid-19 é citada como a principal apreensão por 42% dos entrevistados (-4 p.p. que no mês anterior). A ansiedade em torno do vírus aumentou mais desde o mês passado nos EUA (+15 p.p.), Israel (+12 p.p.) e México (+10 p.p.).
O desemprego & a pobreza, e a desigualdade social são consideradas a segunda e terceira principais preocupações hoje, globalmente, por uma média de 31% das pessoas nos 28 países pesquisados. No Brasil, o segundo e terceiro lugar são ocupados pela pobreza & desigualdade social (41%) e pela corrupção política (36%).
A preocupação com a pobreza  desigualdade social foi a que mais cresceu no Brasil em relação ao mês anterior (+6 p.p.)

Rumo do país
O estudo What Worries the World também rastreia se as pessoas dos 28 países pesquisados acreditam que as coisas em seu país estão indo na direção certa ou estão no caminho errado.

Em agosto de 2021, em média 64% globalmente dizem que as coisas em seu país estão no caminho errado, enquanto 36% veem que as coisas estão indo na direção certa.

Este é um quadro um pouco mais pessimista do que vimos no início do ano (62% vs. 38%) e um ano atrás (57% vs. 43%).

No Brasil a grande maioria da população acredita que o país está no rumo errado (74%) – não houve uma mudança significativa com relação ao mês anterior, de 76% (julho/21) vs. 74% agosto/21), ficando dentro da margem de erro do estudo, que para o Brasil é de 3,5 p.p. para mais ou para menos.

Gráfico

Descrição gerada automaticamente

 

A pesquisa What Worries the World da Ipsos é realizada em 28 países ao redor do mundo através do sistema Ipsos Online Panel. Os países incluídos são Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, França, Grã-Bretanha, Alemanha, Hungria, Índia, Israel, Itália, Japão, Malásia, México, Holanda, Peru, Polônia, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Turquia e Estados Unidos da América.
19,010 entrevistas foram realizadas entre 23 de julho e 6 de agosto de 2021 entre adultos de 18 a 74 anos nos EUA, África do Sul, Turquia, Israel e Canadá e idade de 16 a 74 anos em todos os outros países. Os dados são ponderados para corresponder ao perfil da população. 
Em 16 dos 28 países pesquisados, a penetração na internet é suficientemente alta para pensar nas amostras como representativas da população mais ampla dentro das faixas etárias abrangidas: Argentina, Austrália, Bélgica, Canadá, França, Alemanha, Hungria, Israel, Itália, Japão, Polônia, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Grã-Bretanha e Estados Unidos.  Os 11 países restantes pesquisados: Brasil, Chile, Colômbia, Índia, Malásia, México, Holanda, Rússia, Peru, Arábia Saudita, África do Sul e Turquia têm níveis mais baixos de penetração na internet e, portanto, essas amostras devem ser consideradas como uma população mais rica e conectada. Estes ainda são um grupo social vital para entender nesses países, representando uma classe média importante e emergente.
A pontuação global reflete a "Média Global de Países": o resultado médio para todos os países onde a pesquisa foi realizada. Não foi ajustado ao tamanho populacional de cada país e não se destina a sugerir um resultado total.
 
 

Autor(es)

  • Marcos Calliari CEO Ipsos no Brasil

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