Mais de metade dos adultos de 34 países planeia assistir ao Campeonato do Mundo de Futebol de 2022

As seleções do Brasil e da Alemanha são as principais favoritas para chegar à final do torneio realizado no Qatar.

Ipsos | Global Advisor | Campeonato do Mundo de Futebol 2022

Mais de metade dos adultos de 34 países planeia assistir ao Campeonato do Mundo de Futebol, que se realiza de 20 de novembro a 18 de dezembro no Qatar. Embora a maioria dos inquiridos que pretendem assistir ao Mundial espere fazê-lo na companhia da família e amigos, há um número considerável que planeia ver os jogos com colegas. Três em cada dez inquiridos esperam faltar ao trabalho ou à escola para assistir aos jogos.

O Brasil é o principal candidato a ganhar o Mundial do Qatar, seguido pela Alemanha, Argentina e França.

Principais conclusões 

Em média, nos 34 países onde decorreu o estudo:

  • 39% dos participantes dizem que acompanham futebol e 17% descrevem-se como apaixonados pelo desporto-rei
  • 55% planeiam assistir a pelo menos a uma parte do Campeonato do Mundo.
    • Nos Emirados Árabes Unidos, Indonésia, Argentina, Arábia Saudita, Peru, Brasil e Índia a intenção de assistir às partidas excede os 75%
  • 75% dos inquiridos que pretendem assistir ao Campeonato do Mundo planeiam fazê-lo, pelo menos em parte, num aparelho de televisão, 35% na Internet, 26% num dispositivo móvel e 13% num tablet
  • Entre os inquiridos que planeiam assistir à competição:
    • 85% esperam assistir com a família e/ou amigos
    • 57% esperam ver as partidas com os colegas
    • 53% planeiam ir a um bar ou a um restaurante
    • 46% contam comprar merchandising do Campeonato do Mundo
    • 34% vão usar um amuleto durante os jogos
    • 31% admitem faltar ao trabalho ou à escola para assistir a um jogo
  • O Brasil é o principal candidato a ganhar o título de campeão do mundo de futebol, com 21% dos inquiridos a achar que a seleção brasileira vai conquistar o 6º campeonato. Alemanha (13%), Argentina e França (ambos com 10%) são os candidatos que se seguem. 

Resultados detalhados

Quem são os fãs de futebol?

Globalmente, 17% dos inquiridos descrevem-se como apaixonados por futebol que pensam assistir ao maior número possível de partidas do Mundial. Pouco mais de 20% dos inquiridos dizem que acompanham o desporto-rei, mas só assistem a jogos da sua liga favorita ou a partidas do seu clube e seleção nacional. Em conjunto, os fãs de futebol representam 39% dos inquiridos a nível mundial.

Apesar de quase dois quintos dos participantes manifestarem o seu interesse por futebol, 21% dos inquiridos dizem que apenas muito ocasionalmente assistem a partidas de futebol das principais ligas/clubes e a jogos das seleções nacionais. Os restantes 40% dos participantes do estudo indicam que ou não têm o hábito de assistir a jogos de futebol ou não têm conhecimento do Campeonato do Mundo deste ano.

Em termos globais, o número de seguidores de futebol é cerca do dobro entre os homens (51% são seguidores, incluindo 24% que são fãs mais fervorosos) do que entre as mulheres (28% são seguidoras, incluindo 9% que se dizem apaixonadas pela modalidade). O interesse por futebol é tão elevado entre os que têm 35 e 49 anos como entre os que têm menos de 35 (43%). Na faixa dos 50-74 anos de idade o interesse é menor (31%).

Intenção de assistir ao Campeonanto do Mundo

Em média, 55% dos participantes do estudo dizem que planeiam assistir ao Campeonato do Mundo.

A intenção de assistir é maior nos Emirados Árabes Unidos e na Indonésia. Entre os países inquiridos com uma seleção nacional a competir, mais de três em cada quatro adultos na Argentina, Arábia Saudita e Brasil planeiam assistir a pelo menos alguns dos jogos contra apenas um em cada quatro nos E.U.A. e Canadá. Nos países europeus que ganharam o Campeonato do Mundo pelo menos uma vez, a intenção de assistir está ao nível da média global em Espanha, Itália (embora a sua equipa nacional não se tenha qualificado este ano) e Grã-Bretanha (que terá duas equipas, Inglaterra e País de Gales, a competir no Qatar). Alemanha e França apresentam intenções de assistir inferiores à média.

Globalmente, a proporção média dos que pretendem assistir ao Mundial de 2022 é mais elevada entre os homens (66%) do que entre as mulheres (45%). Enquanto a proporção é idêntica entre os adultos com menos de 35 anos e entre os de 35 e 49 (59%), é mais baixa entre os de 50-74 anos (47%).

Entre todos os adultos inquiridos em cada um dos países, uma média de 41% dizem pretender ver o Campeonato do Mundo num aparelho de televisão, 20% na Internet, 15% num dispositivo móvel e 7% num tablet. 

Campeão do mundo e vice-campeão

O Brasil é o principal candidato a ganhar o torneio. Nos 34 países do estudo, em média, 21% dos inquiridos acreditam que a seleção brasileira se vai sagrar novamente campeã mundial. Depois do Brasil, o lote de seleções candidatas ao título inclui a Alemanha (13%), Argentina (10%), França (10%), Espanha (7%), Inglaterra (6%), Portugal (4%), Holanda (2%) e Bélgica (2%).

Argentina e Brasil são os dois países cujos cidadãos mais manifestam otimismo patriótico: 73% dos argentinos esperam que a sua seleção nacional, la Albiceleste, vença o torneio, enquanto 66% dos brasileiros anseiam que a canarinha conquiste o 6º título mundial. A seguir, a alguma distância, estão a Espanha (31%), França (27%) e Alemanha (23%). Em cada um dos outros 10 países inquiridos a competir no torneio, menos de 20% acreditam que a sua seleção nacional irá ganhar.

Brasil e Alemanha aparecem empatados como seleções que podem conquistar o segundo lugar, com uma média global de 13%. As duas eternas candidatas ao título são seguidas pela França (11%), Argentina (8%), Inglaterra (8%), Espanha (7%), Portugal (4%), Bélgica (3%), Holanda (3%) e Estados Unidos (2%).


Ficha técnica

Resultados de um inquérito a 34 países, realizado de 26 de agosto a 9 de setembro de 2022 pela Ipsos na plataforma online Ipsos Global Advisor. Amostra constituída por 22.582 indivíduos entre os 18 e os 74 anos nos Estados Unidos, Canadá, Malásia, África do Sul e Turquia; 20 e 74 na Tailândia; 21 a 74 na Indonésia e Singapura; e 16 a 74 nos restantes 24 países.

 

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