Brasil em tempos de Coronavírus

Estudo da Ipsos Healthcare com a opinião pública brasileira e as perspectivas de médicos sobre as pandemias de COVID-19.

Autor(es)

  • Fabrizio Maciel Head Healthcare, Brasil
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Opinião pública
A sétima onda da pesquisa de Tracking the Coronavirus da Ipsos, realizada entre 2 a 4 de abril, mostra que 85% dos brasileiros dizem que espera que as coisas voltem ao "normal" até junho, um pouco mais do que os níveis registrados na China (78%) e na Índia (83%). A opinião é dividida sobre se a economia se recuperará rapidamente quando a quarentena terminar (veja os resultados da onda 8 aqui). A mesma pesquisa identificou que mais da metade dos brasileiros agora dizem que usavam uma máscara facial, um aumento de 30 p. p. em relação a meados de março.

Nosso estudo detalhado no Brasil constatou também que as duas principais preocupações da população são a disseminação do vírus (56%) e seu impacto econômico (perda de renda ou emprego é mencionada por 27% dos entrevistados). 43% acreditam que o então Ministro da Saúde (Mandetta) estava fazendo um bom trabalho. 40% citaram o bom trabalho dos hospitais públicos, 37% dos hospitais privados, 35% dos governos estaduais, mas apenas 29% mencionaram os prefeitos ou o governo federal (embora o este último recebe classificações mais altas entre os idosos). Os canais de TV abertos (gratuitos) são a principal fonte de informação da população (77%), seguidos pelas redes sociais (59%), WhatsApp (42%) e canais de TV fechados (pagos) (30%).

Para mais detalhes deste estudo (realizado de 28 a 29 de março), acesse este link.

Perspectivas dos médicos

Sobre o apoio recebido dos órgãos de saúde do governo, 80% dos médicos afirmam receber guias de diagnóstico. Enquanto isso, 76% consideram que os hospitais no Brasil não estão preparados para  a pandemia em termos de infraestrutura.
Os médicos foram questionados sobre suas percepções sobre a conscientização das pessoas sobre os riscos. Cerca de 64% acham que os brasileiros não estão preparados para enfrentar essa situação, mas 63% afirmam que a população está comprometida em combater a epidemia.

No início de abril, 18% dos médicos no Brasil haviam visto pacientes que foram testados positivamente para o COVID-19. E cerca da metade (45%) afirmou ter pacientes com sintomas da doença, mas que não foram testados.
A proporção daqueles que pensam que um retorno ao normal ocorrerá daqui a 60 dias (66%). O cronograma previsto para um retorno ao normal permaneceu dentro de um intervalo de 2 a 3 meses, com uma possível extensão além de 3 meses.

Faça o download e confira o infográfico com os dados da pesquisa com os médicos no Brasil, comprado aos demais países da América Latina.

Autor(es)

  • Fabrizio Maciel Head Healthcare, Brasil

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