Brasil lidera ranking mundial de países que menos fazem exercícios físicos, aponta Ipsos

Entre as 29 nações ouvidas, as que mais se exercitam são Holanda, Alemanha e Romênia

Autor(es)

  • Marcos Calliari CEO Ipsos no Brasil
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Em pleno período de Jogos Olímpicos, a animação da população brasileira com esportes e exercícios parece se restringir a acompanhar jogos e disputas pela televisão. Uma pesquisa com 29 países realizada pela Ipsos mostra que o Brasil tem a adesão mais baixa à prática de atividades físicas. Em média, os respondentes brasileiros se exercitam apenas 3 horas por semana e 31% dos brasileiros entrevistados disseram que não dedicam nenhum tempo ao condicionamento físico. Globalmente, o número de horas semanais dedicadas aos exercícios dobra: são 6,1. As nações que dedicam mais tempo à prática de esportes e outras atividades físicas são europeias: Holanda (12,8 horas), Alemanha (11,1 horas) e Romênia (11 horas). Por outro lado, as que se juntam ao Brasil como as menos adeptas à prática de exercícios são Japão (3,3 horas) e Itália (3,6 horas).

O Brasil é o segundo país com mais pessoas que declaram não investir nenhum tempo na atividade física, perdendo somente para o Japão (34%). “Mais preocupante do que a reduzida média de tempo de prática de exercícios físicos é o alto percentual de sedentários entre os brasileiros – praticamente 1 a cada 3 pessoas não fazem atividades. E como mais da metade dos entrevistados manifesta desejo de mais exercícios, é fundamental aumentar a cultura dessas práticas no país”, analisa Marcos Calliari, CEO da Ipsos no Brasil. Apesar de ser a nacionalidade que menos se exercita, mais da metade dos brasileiros (53%) diz que gostaria de praticar mais esportes. 40% dos respondentes brasileiros se declaram satisfeitos com o quanto praticam e 7% gostariam de praticar menos esportes.


Inimigos da atividade física

Os brasileiros entrevistados pela Ipsos citaram alguns motivos pelos quais não praticam exercícios físicos. O mais mencionado foi a falta de tempo (32%), seguido pela falta de dinheiro (21%), a falta de instalações nas proximidades de onde vive (13%), a falta de conhecidos para fazer companhia na prática (13%) e o clima muito quente/muito frio (8%). Globalmente, os esportes mais praticados são: ginástica (20%), corrida (19%) e ciclismo (13%). Já no Brasil, a corrida (14%), a ginástica (11%) e o futebol (11%) são as atividades físicas que possuem mais adeptos.

“Os países com maior dedicação aos exercícios físicos apresentam não apenas uma tradicional cultura de práticas, mas também menor carga horária de trabalho diário. E, entre os brasileiros, o maior impeditivo para maior dedicação é justamente a falta de tempo. Para reverter esse cenário, é preciso reconhecer a importância das atividades físicas e de fato dedicar tempo para sua realização – e esse fator exigirá esforços de trabalhadores e empregadores, um debate favorecido pela revisão dos modelos de trabalho impostos pela pandemia”, comenta Calliari. A pesquisa on-line foi realizada com 21.503 adultos – sendo mil brasileiros – de 29 países, com idades entre 16 e 74 anos. Os dados foram colhidos entre 25 de junho e 09 de julho de 2021 e a margem de erro para o Brasil é de 3,5 pontos percentuais.

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  • Marcos Calliari CEO Ipsos no Brasil

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