Flash Eurobarometer - Dia Internacional da Mulher 2022: "As Mulheres Portuguesas depois da pandemia"

Para marcar o Dia Internacional da Mulher 2022, celebrado a 8 de Março, a Ipsos realizou um novo inquérito para o Parlamento Europeu sobre as opiniões das Mulheres quanto ao impacto dos últimos anos de pandemia numa série de diferentes tópicos.

Os principais tópicos abrangidos incluem: 

  • As prioridades do Parlamento Europeu para as questões relacionadas com o género
  • Violência contra as mulheres
  • O impacto na vida profissional das mulheres e na sua independência financeira
  • O impacto na saúde mental

O departamento de Public Affairs Europeu da Ipsos entrevistou uma amostra representativa de mulheres com mais de 15 anos, em cada um dos 27 Estados-Membros da União Europeia: entre 25 de janeiro e 3 de fevereiro de 2022, 26 741 mulheres foram inquiridas através de entrevistas CAWI.

 

Conheça as principais conclusões sobre as Mulheres Portuguesas, numa comparação direta com os 27 países membros da União Europeia: 

  • Quando questionadas sobre os temas de género que gostariam de ver abordados como prioridade pelo Parlamento Europeu, as mulheres portuguesas revelam uma maior preocupação com o gap salarial entre sexos e o seu impacto no desenvolvimento da carreira (55%), estando inclusivamente acima da média europeia (41%).
  • Ainda sobre o tópico trabalho e independência financeira, e comparativamente com a média europeia (38%), 47% das portuguesas inquiridas concordam que a pandemia teve um impacto negativo nos seus rendimentos, com 18% a concordarem totalmente e 29% a concordar em parte. Isto pode ser explicado pelo impacto que a pandemia teve no mercado de trabalho, o que se traduziu em menos  remuneração e salário (42% das portuguesas concordam que se aplica ao seu caso vs 31% média europeia).
  • Os resultados do estudo também mostram que a pandemia teve um impacto negativo substancial no equilíbrio entre trabalho e vida pessoal – 52% das mulheres portuguesas concordam que isto se aplica à sua situação pessoal (13% totalmente e 39% em parte), estando Portugal acima da média europeia e seguindo países como Chipre (68%), Grécia (59%), Malta (58%), Luxemburgo (56%) e Itália (52%).
  • Cerca de três quartos (77%) das mulheres em toda a UE pensam que a pandemia da COVID-19 levou a um aumento da violência física e emocional contra as mulheres no seu país: 46% pensam que houve um "grande aumento" e 31% que houve um "pequeno aumento" da violência contra as mulheres. Cerca de nove em cada dez mulheres na Grécia (93%), Portugal (90%) e Áustria (89%) partilham este ponto de vista.
  • Quanto aos sentimentos com que as mulheres mais se identificam, surgem as seguintes preocupações "com / amigos/família desaparecidos" (PT: 63% vs EU27: 44%), “ansiedade e stress” (PT: 45% vs EU27: 37%) e “preocupação com o seu futuro" (PT: 41 vs EU27: 33%).
  • No decorrer da pandemia, as principais limitações referidas como tendo impactado negativamente a saúde mental das portuguesas foram as que se relacionam com as opções de compras/ sair de casa/ ir a eventos (45%), o número de pessoas que podiam receber em casa ou visitar (40%), e as restrições de viagens (35%).
  • Percebe-se ainda que se tiverem problemas de saúde mental como stress ou ansiedade, é mais provável que as mulheres portuguesas procurem apoio direto, não apenas no seu ambiente familiar mas também num ambiente profissional  – 53% recorriam a amigos e familiares, e 52% a psicólogos ou terapeutas.

Infográfico Portugal
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