Pesquisa de Opinião: Levantamento da Ipsos Healthcare sobre os impactos da COVID-19 para a população

Três em cada 10 brasileiros temem perder emprego por causa do coronavírus. Pesquisa Ipsos Healthcare entrevistou mil pessoas para entender visão da população diante de surto de Covid-19 no Brasil  

Autor(es)

  • Fabrizio Maciel Head Healthcare, Brasil
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A perda de renda ou do emprego atual é a preocupação prioritária que vem à cabeça de 27% dos brasileiros no que diz respeito às consequências da pandemia de coronavírus. É o que aponta a pesquisa “Covid-19 – A Visão da População”, realizada pela Ipsos com mil entrevistados no país. 
O receio com a perda de renda ou do emprego alcançou o segundo lugar na lista das principais inquietações entre os ouvidos no Brasil, ficando atrás apenas da preocupação com a propagação do vírus (56%). Em terceiro lugar, ficou o temor pela falta de alimentos disponíveis (17%).
O estudo ainda identificou a percepção da sociedade brasileira sobre o momento atual em diferentes aspectos. Os entrevistados classificaram, em uma escala de 1 a 10 (onde 1 seria “nada preocupado” e 10 seria “muito preocupado”), o quão preocupados estão com o surto de coronavírus. O resultado foi que 82% estão altamente preocupados, ou seja, deram notas 8, 9 ou 10. 
Este grau de inquietude aumenta entre a parcela de ouvidos que mora com uma ou mais pessoas que estão em grupos de risco (39% das residências têm algum idoso e 53% têm alguém com comorbidades, como hipertensão, diabetes ou asma) ou que vivem em residências com um maior número de moradores (76% dos entrevistados moram com mais de 3 pessoas).
Os participantes da pesquisa também responderam quanto tempo acham que a pandemia durará. Para os dois terços (67%) mais otimistas, a crise na saúde deve ter fim em menos de dois meses. 33%, por outro lado, creem que a pandemia ainda prevalecerá por mais de 60 dias.
Medidas de prevenção
Os brasileiros têm tomado cuidados especiais para evitar a contaminação e propagação da doença. Com esse intuito, 84% dos ouvidos disseram que lavar as mãos diversas vezes é uma medida adequada a ser tomada diariamente. Evitar sair de casa foi uma medida citada por 80%; já a higienização de objetos e mãos com álcool em gel, por 75%. Além disso, 69% concordaram que é necessário evitar receber visitas. 
Avaliação dos órgãos públicos e privados
O levantamento da Ipsos também mensurou a aprovação de alguns setores públicos e privados no que concerne ao trabalho que está sendo feito em relação ao coronavírus. Os entrevistados brasileiros deram notas em uma escala de avaliação de 1 a 10, sendo 1 o equivalente a “péssimo” e 10 o equivalente a “ótimo”. O órgão que recebeu o índice de aprovação mais alto foi o Ministério da Saúde, com 43% (referente à soma das notas 8, 9 e 10).
Os hospitais públicos alcançaram o segundo lugar, com 40% de aprovação. Já os hospitais privados, tiveram 37%; e os postos de saúde, 36%. Os governos estaduais obtiveram aprovação de 35%. No último lugar do ranking dos ouvidos no Brasil ficaram, empatados, as prefeituras e o governo federal, ambos com aprovação de 29%.
Mídia e informação
O estudo constatou que os canais de TV aberta, em geral, são as principais fontes de informação sobre a Covid-19, independentemente da classe social. 77% das pessoas disseram se informar pelas emissoras televisivas abertas, 59% usam as redes sociais para obter informações sobre o tema, 42% recebem e enviam notícias pelo whatsapp e uma porcentagem menor, de 30%, usam os canais de TV fechada como fonte de informações sobre a pandemia de coronavírus.
Sobre a pesquisa
A pesquisa “Covid-19 – A Visão da População” foi conduzida on-line, entre os dias 28 e 29 de março, com mil pessoas: 63% do sexo feminino e 37% do sexo masculino; 46% da região Sudeste, 29% da região Nordeste, 13% da região Sul, 7% da região Centro-Oeste e 5% da região Norte; 20% da classe A, 50% da classe B, 28% da classe C e 3% das classes D e E. A margem de erro da pesquisa é de 3,1 p.p.

Autor(es)

  • Fabrizio Maciel Head Healthcare, Brasil

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